Mentiras, mentiras e mentiras. É tudo o que eu ouço. Queria voltar a ser aquela criança, a menina que brincava, sorria, que achava que amava. Porque agora, a menina cresceu. Agora, percebe que a base de sua existência era uma mentira. E só agora, sabe que nunca amou.
“A vida”, ouço. Apenas depois de algum tempo, percebo que veio da minha própria mente. E então desisto.
Desisto de tudo. Da procura, da lógica, de pensar. Da vida. Daqueles que um dia amei. Daqueles que um dia pensei que me amavam. Só faltava me dizer que a fadinha do dente viria me deixar um presente.
Uma lembrancinha, pelo último dente de leite que caía, e marcava, junto com tantas outras coisas, o fim da minha infância.
“Acredite”, parecia que todos me diziam. Afinal, era só mais uma mentirinha. 






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